Período sabático? Peso? Como assim? Isso é um blog sobre atitude empreendedora ou de dietas para modelos? Nada disso! Falo de PESO NA CONSCIÊNCIA - e vou explicar!
Estou de volta do meu período sabático - e nem mesmo sabia que estava passando por ele, mas… Este período refere-se a um “tempo para pensar”, que os profissionais DEDICADOS (doravante workaholics) tiram para repensar. Algumas pessoas compreendem isso de uma forma diferente, têm a ingênua percepção de FÉRIAS. NÃO TEM NADA A VER. Não confunda.
A cultura em volta deste momento para pensar, vem já de alguns anos dos homens de negócios de grandes empresas. A relação com as férias é nula, pois, quando você volta de suas férias, o mesmo trabalho de antes te aguarda ansiosamente, e você já fica todo o período de férias com esse pensamento na mente – isso, quando você não dá uma passadinha no escritório para ver se está “tudo ok”… Além disso, há também o intervalo de tempo das férias, que compreende, em média, 30 dias – para uns profissionais isso parece até piada, por isso, pergunto a você leitor: quanto tempo você não sabe o que é ficar 30 dias em casa???
Os gênios que criaram este ensejo com a intenção de manter o profissional na empresa. Sabe aquele inteligente, dedicado, superprodutivo? Então, para não perdê-lo, criaram a oportunidade de este profissional respirar novos ares sem perdê-lo para a concorrência.
É um período que dura entre seis meses a um ano – esse período não é fixo ou obrigatório, pode ser maior ou menor, de acordo com o combinado entre profissional e a empresa. Neste período, que pode ser remunerado ou não, o profissional se desliga de toda a empresa. Normalmente, é utilizada para a dedicação/prática a um hobby; por muitas vezes, é utilizada para o mestrado ou algum tipo de formação especial. O profissional vive, sem vínculos com a empresa, estuda, pratica esportes e volta-se mais para si mesmo que para terceiros. Todo workaholic diz: “Primeiro eu! Vou ficar rico e tirar férias eternas”; a prática é não tira férias, não descansa, não curte a própria vida, sacrificando saúde, família e outros prazeres além do trabalho.
Muitas vezes, o retorno não ocorre. O Vice-Presidente sênior da empresa inglesa se dedica á culinária e abre um restaurante exótico de comida brasileira no meio da Ásia. O Gerente Comercial torna-se fotógrafo profissional freelancer, se especializa nas casinhas brancas da Grécia, ou qualquer outro destino profissional que traga um nível de prazer muitas vezes desconhecido por nós, pessoas cinza que chegam ao escritório antes do sol raiar e saem no meio da noite…
Quando o retorno ocorre, muitas vezes é considerando aquela expressão: “novos desafios”. Os cursos e experiências fora da cultura da empresa trazem outras idéias, outros interesses e então, o profissional muda de área de atuação, fazendo um intercambio interno na empresa. Isso enriquece o profissional e a pessoa, ele tem novos relacionamentos e dificuldades ímpares, para superar, vencer e poder ir para casa pensando: “volto ao lar, com o justo senso de meu dever cumprido”. É uma nova sensação de prazer e liberdade, convergente com a flexibilidade de saber que, trabalhar 16horas por dia, não necessariamente o fará mais produtivo.
Bom, basicamente é isso: um período, com duração média de um ano, sem responsabilidades diretas com a empresa/cargo origem, onde você pode se dedicar a outros projetos, olhar mais por si mesmo e sua saúde, bem como redefinir sua vida profissional. Os maiores talentos conseguem acesso á isso, pois, as empresas sabem que ele voltará com mais GÁS, com mais FORÇA, com mais DEDICAÇÃO e, principalmente, MAIS AMOR PELA CAMISA, pois foi tão valorizado ao ponto de ter acesso a este recurso.
Alguns dizem que “é coisa de rico”. Outros: “é coisa de fresco, profissional não precisa disso”. Eu digo: é acessível a todos. É importante para profissionais que passam por incertezas, e, certamente muito rentável para empresas que investem nos profissionais – o retorno do profissional trará um verdadeiro EVANGELIZADOR, tão motivado quanto motivador.
Como está sua carreira? Tem se achado improdutivo? Estafado? Cansado de tanta chatice? Revoltado com a falta de crédito que tem tido? Surpreso com suas falhas “bobas”? Férias não trazem descanso? Será que chegou o seu momento de repensar tudo? Comente com sua opinião…
E você? Teve esta oportunidade na sua empresa? Pediu demissão, colocou uma mochila nas costas e foi se redescobrir? Compartilhe conosco sua história!